Simples Nacional

Quando vale a pena migrar do MEI para o Simples Nacional?

Sinais claros de que seu negócio já cresceu e chegou a hora de mudar de regime tributário.

Por Equipe ContVazJulho de 20265 min de leitura

O MEI é uma porta de entrada excelente para quem está começando: burocracia mínima, imposto fixo mensal e acesso a benefícios do INSS. Mas ele tem limites, e quando o negócio cresce, insistir nele pode custar caro (multa, desenquadramento retroativo e cobrança de impostos atrasados).

Os limites do MEI em 2026

  • Faturamento anual de até R$ 81.000,00 (R$ 6.750/mês em média).
  • Apenas 1 funcionário contratado (com salário mínimo ou piso da categoria).
  • Somente atividades permitidas pela tabela do MEI.
  • Não pode ser sócio, titular ou administrador de outra empresa.

5 sinais de que chegou a hora de migrar

  1. Você passou (ou vai passar) do limite de faturamento. Até 20% de excesso: paga um DAS complementar. Acima disso: desenquadramento retroativo.
  2. Precisa contratar mais gente. Segundo funcionário exige outro regime.
  3. Grandes clientes pedem nota com mais detalhes. Empresas maiores costumam preferir prestadores no Simples.
  4. Sua atividade não é permitida no MEI ou entrou em uma nova frente que exige outro CNAE.
  5. Você quer abrir sociedade ou entrar como sócio em outra empresa.

O que muda no Simples Nacional?

No Simples Nacional, o imposto deixa de ser fixo e passa a ser proporcional ao faturamento, seguindo a tabela do seu anexo (I a V). Prestadores de serviço, na maioria, ficam no Anexo III ou V, com alíquotas que começam em torno de 6% e crescem por faixa.

Importante: a migração exige contabilidade obrigatória. Você passa a ter livro caixa, apuração mensal, escrituração fiscal e obrigações acessórias como DEFIS, DCTFWeb e eSocial (quando houver folha).

Como fazer a migração sem susto

  1. Peça um diagnóstico contábil com projeção de faturamento.
  2. Compare a carga tributária MEI x Simples no seu anexo real.
  3. Solicite o desenquadramento do MEI pelo portal do Simples Nacional.
  4. Ajuste os CNAEs e a natureza jurídica no contrato social.
  5. Contrate uma contabilidade para as novas obrigações mensais.

Se quiser saber em qual anexo o seu negócio cai e quanto pagaria hoje, fale com a ContVaz. Fazemos o diagnóstico gratuito e explicamos, sem enrolação, se compensa migrar agora ou esperar mais alguns meses.

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